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domingo, 15 de maio de 2011

Atendimento na rede pública de saúde ainda é um desafio para os governantes

A contratação de servidores, a reforma nos hospitais, os mutirões de cirurgia e a compra de novos equipamentos trouxeram algumas melhorias para o combalido sistema público de saúde da capital federal. Mas nos postos de saúde e nos pronto-socorros, problemas crônicos como filas e falta de profissionais persistem. Encontrar um paciente satisfeito com o atendimento prestado nos hospitais da rede pública é missão quase impossível. Algumas medidas que devem surtir efeitos positivos, como a abertura de novas unidades de pronto atendimento, ainda dependem da contratação de pessoal.

O setor da saúde é a área mais delicada do Distrito Federal. Por ser o principal foco de reclamações dos brasilienses, o tema dominou a campanha eleitoral do ano passado e foi o centro das propostas de quase todos os candidatos. Ao assumir o mandato, o governador Agnelo Queiroz determinou a retomada da gestão do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o único do DF a funcionar sob administração terceirizada. Sob controle da iniciativa privada havia três anos, a unidade esteve envolvida em suspeitas de desvio de recursos públicos.

O governo garante que o número de leitos e de vagas cresceu depois da retomada de gestão. Mas na emergência e no ambulatório da unidade, as queixas são cada vez mais recorrentes. Grávida de quatro meses, a auxiliar de limpeza Maria da Conceição Alves de Jesus, 38 anos, procurou o HRSM na última quarta-feira sentindo fortes dores na coluna. Só conseguiu atendimento depois de mais de oito horas de espera. “As atendentes dizem apenas que não tem médico. Você fica aqui no pronto-socorro sem nenhuma previsão de atendimento”, avalia.

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