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sábado, 21 de maio de 2011

Menina de 11 anos morre após negligência de dois hospitais
Ana Cristina Silvestre da Silva, de 11 anos, deixa a família inconformada. A garota morreu na noite de quinta-feira (19), após ter sido atendida em um hospital particular. Com hepatite desde os cinco anos, a menina teve uma consulta no dia anterior no ambulatório do Hospital Regional da Asa Sul (Hras). Familiares alegam que, mesmo informada do mal estar, que teria começado na segunda-feira, a médica que a atendeu não percebeu algo errado nem pediu exames.
Na segunda-feira pela manhã, Ana Cristina teve febre alta e foi levada pelo pai, Edson Silvestre Ramos, 37 anos, da escola para casa, na Quadra 403 de Santa Maria. “Ele até pensou em levá-la para o Hospital Regional de Santa Maria, mas desistiu”, relata o  tio da menina, Severo Marques Filho, 37 anos. “Na semana passada, a médica do convênio pediu para que ela fosse encaminhada ao Hras. Ela foi atendida por uma médica de lá no dia 18 pela manhã. Na quinta-feira teve febre alta novamente, com dores na nuca, nas costas e dificuldade de respirar”, detalha Severo. Ele chegou a casa da menina às 18h e a encontrou com braços e pernas dormentes.

Ana Cristina deu entrada no Hospital Maria Auxiliadora, no Gama, às 19h. O quadro piorou rapidamente e a pediatra da emergência solicitou transferência para um hospital de maior estrutura, com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) apropriada para o caso. “Quando colocaram a sonda ela começou a piorar mais ainda e me tiraram do local. Houve um tumulto de médicos e, depois de um bom tempo, me avisaram que iam transportá-la para uma UTI de outro hospital”, explica Severo.

A ambulância teria chegado às 21h40. Na viatura, teriam ido a tia  Jaqueline Vieira, 31 anos, e a médica que atendeu Ana Cristina no Maria Auxiliadora. “Ela parou de respirar no meio do caminho. Chegando lá, o hospital não aceitou recebê-la e o corpo dela voltou para o outro hospital. A médica disse que não sabia nada dela, que não tinha exame. Mas ela estava com todos os exames que fizeram no hospital”, denuncia a tia.

A pediatra do Maria Auxiliadora teria dito que a criança chegou inconsciente ao hospital, informação negada pela família. Não se sabe se a garota foi vítima de meningite, devido aos sintomas, ou da doença que a acompanhava há seis anos. “Se o coração dela parou porque o fígado estava inchado, como eles alegam, por que a médica não percebeu isso na consulta, um dia antes?”, questiona Severo.

O tio procurou a Defensoria Pública. Lá, recebeu a relação de documentos para apresentar. “Tive que pedir cinco vezes o CRM da médica, é um absurdo”. Ontem, o atendimento de pediatria no Maria Auxiliadora estava suspenso. A reportagem entrou em contato com o hospital, mas não teve retorno.

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