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sábado, 16 de julho de 2011

Entorno do DF é espécie de "mar bravio", diz especialista

A segurança pública do Distrito Federal parece que não vai bem neste mês. São notáveis a violência e o crime no Entorno (incluindo a parte de Goiás: Novo Gama, Luziânia, Valparaíso e Águas Lindas). Esse Entorno, distante apenas poucos quilômetros do centro da capital do país, nele incluída a periferia do Distrito Federal (casos do Gama, Santa Maria e Planaltina). Os índices de homicídios dessas localidades goianas, casos de Luziânia (71,04 — índice por 100 mil habitantes) e Valparaíso de Goiás (75,97) são quase o triplo do índice nacional e do DF. Tais índices são menores apenas que o do país em “primeiro lugar” em homicídios, Honduras. Comparando esses diferentes locais do Entorno, é lógico imaginar que deva existir algo extremamente diferente entre eles, o Distrito Federal e o restante do país.

Talvez esse diferencial seja a própria realidade socioeconômica do DF, comunidade com uma renda entre as maiores do país, servida por melhores bens e serviços, incluindo segurança pública. Não é sem razão que a região é denominada jocosamente de “Ilha da Fantasia”, tendo no seu “litoral” o chamado “Entorno”, espécie de “mar bravio”. E é desse “mar” de diversas “ilhas” próximas, formadas pela urbanização súbita e desordenada, com a ausência total ou parcial do Poder Público e o provimento de seus bens e serviços (saúde, educação, lazer etc.), que parece estar sendo formado um “tsunami” cada vez mais próximo da “ilha da fantasia”, sede da capital da República.

A solução, sempre apontada a cada novo surto de crime e de violência, é de mais policiais, mais delegacias, mais quartéis, mais viaturas, mais armas e mais prisões (sem ao menos onde “guardar os presos” condignamente). A solução que parece efetiva, atuante sobre as causas da situação, ainda que conhecida, permanece sempre adiada: investimentos sociais e econômicos. Enquanto isso, só resta a multiplicação radical dos meios “extremos”, do provimento de segurança pública em sua espécie de “pronto-socorro”: muito mais polícia...

fonte:correiobraziliense

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