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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Polícia de Valparaíso investiga massacre ocorrido na terça-feira

A violência crescente dos municípios do Entorno continua a fazer vítimas. Três homens e um adolescente morreram depois de levar vários tiros de armas de calibre .38 e .40 em Valparaíso (GO). A chacina, ocorrida entre a noite de terça-feira e a madrugada de ontem, pode ter ligação com o tráfico de drogas e engrossa as estatísticas de criminalidade da região. A cada três dias, uma pessoa é assassinada no município, distante 35 quilômetros de Brasília. Somente no primeiro semestre, a cidade registrou 56 homicídios, um aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 48 na localidade. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública de Goiás.

Há mais de um mês, Wilton Soares Barbosa, 19 anos, trabalhava como vigia em um terreno vazio na Quadra 138 do Pacaembu, bairro de Valparaíso cortado por ruas de terra e com iluminação pública precária. Dormia em um barraco de um cômodo nos fundos do lote e recebia com frequência amigos no local. Como de costume, na noite de terça-feira, ele estava reunido em casa com José Eusébio Pereira, 33 anos, Fabiano da Silva Rodrigues, 26, e Alan Tavares Pereira, 17. No fim da noite, eles foram surpreendidos por disparos no local

A violência crescente dos municípios do Entorno continua a fazer vítimas. Três homens e um adolescente morreram depois de levar vários tiros de armas de calibre .38 e .40 em Valparaíso (GO). A chacina, ocorrida entre a noite de terça-feira e a madrugada de ontem, pode ter ligação com o tráfico de drogas e engrossa as estatísticas de criminalidade da região. A cada três dias, uma pessoa é assassinada no município, distante 35 quilômetros de Brasília. Somente no primeiro semestre, a cidade registrou 56 homicídios, um aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 48 na localidade. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública de Goiás.

Há mais de um mês, Wilton Soares Barbosa, 19 anos, trabalhava como vigia em um terreno vazio na Quadra 138 do Pacaembu, bairro de Valparaíso cortado por ruas de terra e com iluminação pública precária. Dormia em um barraco de um cômodo nos fundos do lote e recebia com frequência amigos no local. Como de costume, na noite de terça-feira, ele estava reunido em casa com José Eusébio Pereira, 33 anos, Fabiano da Silva Rodrigues, 26, e Alan Tavares Pereira, 17. No fim da noite, eles foram surpreendidos por disparos no local.

Os quatro morreram na hora, dentro do barraco. Havia vários cartuchos espalhados pelo piso de brita, além de marcas de disparos nos tapumes de madeira. Investigadores da 1ª Delegacia de Polícia de Valparaíso ainda desconhecem o motivo do crime, mas a apuração preliminar indica que pelo menos duas vítimas eram usuárias de crack e de maconha. Moradores da Quadra 138 acreditam que os assassinos estavam à procura de um do grupo, mas acabaram matando os outros três para não deixar qualquer testemunha do crime.

A polícia ainda não tem informações de como os responsáveis pela chacina chegaram e fugiram do local. O titular da 1ª DP, Nilton Pestana, afirmou apenas que mais de duas pessoas participaram do crime e usaram pelo menos duas armas. A maioria dos terrenos da Quadra 138 do Pacaembu é tomada por casas populares em construção. “É um local ermo, sem vizinhos. Algumas pessoas dizem ter visto os autores saírem de carro, outras de moto. Está claro que foi uma execução. Mas as investigações apontarão a real motivação. Pode ter sido um acerto de contas ligado às drogas ou a qualquer outra coisa”, explicou.

Furtos

Os moradores do Pacaembu disseram ao Correio que desentendimentos entre vizinhos podem ter motivado o massacre. De acordo com pessoas próximas às vítimas, que preferiram não se identificar, material de construção era roubado com frequência das casas da Quadra 138. Os proprietários de um dos terrenos teriam atribuído os furtos a um dos frequentadores da casa de Wilton. E, na última terça-feira, teriam ido ao local para matá-lo e acabaram executando todos que encontraram.

A versão ainda não era de conhecimento dos investigadores da 1ª DP até o fim da tarde de ontem. Apesar de declarar desconhecer tais informações, o delegado Nilton afirmou que os assassinos poderiam estar à procura de objetos de valor. Baseado no relato de uma testemunha, ele afirmou que os responsáveis pela chacina teriam tirado os quatro amigos de dentro do barraco e vasculhado o local. Sem encontrar o que buscavam, teriam colocado de volta o grupo dentro da casa de madeira e efetuado os disparos.

Os familiares das vítimas se revoltaram com o crime. O garçom Flávio da Silva Rodrigues, 32 anos, admitiu que o irmão dele, Fabiano, usava crack, mas garantiu que não havia desafetos na região. Filho de pastores evangélicos, José Eusébio também tinha um bom relacionamento com a vizinhança. “Ele ajudava a todos que precisavam. Levava ao hospital, ia comprar remédios. Ele foi assassinado sem motivo. Estava no lugar errado, na hora errada”, afirmou Vasti Eusébio Pereira, 38, irmã dele.

Balanço

O diretor da Força Nacional de Segurança Pública, major Alexandre Augusto Aragon, se encontrará hoje com o coordenador do Projeto do Entorno do Distrito Federal do Ministério Público de Goiás, Luís Guilherme Martinhão Gimenes. O encontro será às 15h, em Brasília, para discutir a atuação da tropa de elite, que está na região há dois meses.

As vítimas:
Wilton Soares Barbosa, 19 anos
conhecido como Tito, trabalhava como vigia de um terreno vazio

Alan Tavares Pereira, 17 anos
criado em Valparaíso, havia largado os estudos e trabalhava como pintor

Fabiano da Silva Rodrigues, 26 anos,
morador da cidade por 20 anos, consertava carros e bicicletas

José Eusébio Pereira, 33 anos,
nascido em Fortaleza, vivia em Goiás havia 16 anos e era pintor

fonte:correiobraziliense

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