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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sucatas circulam livremente nas cidades do Entorno do Distrito Federal

fonte: correio brasiliense
No Entorno, a frota tem idade média de 11 anos, quatro a mais do que na capital do país. Alguns ônibus rodam há um quarto de século

A greve dos ônibus é só mais um dos inúmeros problemas enfrentados pelos usuários do transporte público em cidades goianas próximas a Brasília. A população denuncia que os veículos são velhos e rotineiramente quebram no meio do caminho por falhas mecânicas. Ver pneus carecas e assentos quebrados se tornou corriqueiro. E não é para menos. Existe ônibus com 26 anos de uso transportando passageiros do Entorno para o DF. E a idade média da frota é de 11 anos e oito meses. Para se ter uma ideia da precariedade dos veículos, em Brasília — onde sobram queixas do sistema —, os mais velhos têm 14 anos de fabricação, e a idade média da frota é de sete anos (leia quadro).

Ontem, o Correio fez vários flagrantes dos problemas. No terminal de Águas Lindas, um ônibus fabricado há 15 anos tem a lataria, os bancos e o painel do motorista em péssimas condições. Em outro ponto da cidade, um ônibus que cumpre a linha Pedregal—Plano Piloto circulava com o pneu esquerdo traseiro careca. O mesmo se vê em Valparaíso (GO), onde é comum se deparar com pneus carecas e peças quebradas.

O auxiliar de serviços gerais Antônio Carlos Lima, 26 anos, depende diariamente do transporte público e conhece bem a realidade local. Segundo ele, os motoristas dirigem em alta velocidade, nem param diante de quebra-molas e buracos. E muitos veículos quebram antes mesmo de sair da cidade rumo a Brasília. “Às vezes, quebra logo no começo do caminho ou na BR (040). São visíveis os problemas mecânicos só pelo barulho que o motor faz”, queixa-se o morador de Valparaíso 2.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nunca licitou o sistema. Também não faz restrição quanto à idade do veículo que os empresários colocam nas ruas para transportar os passageiros. A expectativa é que a concorrência pública ocorrerá até o começo do próximo ano. Caso isso aconteça, será incluída a limitação da idade da frota em 10 anos, no máximo.

Por e-mail, a agência informou que o Plano de Outorgas está desde maio no Ministério dos Transportes à espera de aprovação. Depois disso, o projeto será submetido a audiências públicas para o recolhimento de contribuições da sociedade. Só então a licitação será colocada nas ruas. A previsão é que o novo sistema esteja em operação em 2012.

DescasoMas quem está habituado à rotina de descaso das autoridades acha difícil acreditar em mudanças. A jornada diária de contratempos nos coletivos que ligam Valparaíso ao Distrito Federal deixam o lavador de carros Filipe Sebastião Santos, 25 anos, indignado. Ele reclama que a população tem se tornado refém das empresas de ônibus. “Nunca fizeram nada para mudar a situação. A gente vê várias irregularidades e não adianta reclamar. Os fiscais são ignorantes e não nos ouvem quando fazemos alguma denúncia”, relata.

Sobre os problemas relatados pelos usuários, a ANTT assegurou que a fiscalização é feita a cada 15 dias nas diversas cidades do Entorno e conta com o apoio das polícias Rodoviária Federal e Militar de Goiás e da Superintendência Municipal de Transportes de Goiás. As equipes fazem bloqueios e vistoriam as condições dos equipamentos de segurança — como pára-brisas, pneus, extintor de incêndio, entre outros—, documentos de porte obrigatório, tais como o Certificado de Licenciamento e Registro de Veículos, quadro de tarifas e carteira de motorista, além de verificar o quantitativo de passageiros transportados no veículo.

Pelo segundo dia consecutivo, a ANTT não informou o total nem o montante de multas aplicadas às empresas ao longo de 2010 e no primeiro semestre deste ano.




FiscalizaçãoÉ o órgão responsável pela outorga de permissão e de autorização para a operação do transporte público. As ações de regulação e fiscalização devem ocorrer permanentemente e têm como meta a melhoria do serviço e a redução de custos para os usuários. Na prática, a situação é bem diferente.

 

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