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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

DF tem 23 roubos e furtos de carro por dia, mas 70% são recuperados

Frota grande faz da região 'banquete a céu aberto' a ladrões, diz delegado. Plano Piloto, Ceilândia, Taguatinga e Samambaia têm maiores índices.

No Distrito Federal, um veículo é roubado ou furtado quase de hora em hora. De acordo com dados da Polícia Civil, a média diária de roubos e furtos foi de 23 veículos no primeiro semestre de 2011. A boa notícia é que cerca de 70% dos roubados são localizados pela polícia. A maioria em condição de ser devolvido ao proprietário.

Apesar de alta, a média diária de carros roubados e furtados vem caindo no DF. No ano passado foi de 25 veículos por dia. Em 2009, eram 29. Os dados são da  Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) do DF.

Para o delegado da DRFV, Moisés Martins, a estatística atual é “excelente”. “Partindo do princípio que já esteve em 34 no primeiro trimestre de 2009, está bom. Há 10, 15 anos atrás, ficava em torno de 25, e a frota cresceu consideravelmente”, diz.

Segundo Martins, quase todos os carros roubados no DF são adulterados e vendidos. Com isso, eles permanecem bem conservados. A ideia de encontrar o carro depenado em uma oficina de desmanche é “coisa do passado”, segundo o delegado.

Carros recuperados pela polícia esperam proprietário no estacionamento da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, em Brasília. (Foto: Mariana Zoccoli/ G1)

“Nos anos 90 se fazia muito desmanche, mas isso não está em uso. Há os carros que são usados em outros crimes e abandonados. Mas hoje o que está em voga é a adulteração de sinais identificadores [placa, vidros, chassi e motor], que tem um custo muito menor para o bandido. Em cerca de 80% dos localizados só se altera o identificador e ele pode ser devolvido”, diz.

Por causa da grande incidência desse crime, qualquer proprietário de carro roubado encontrado pela polícia é preso em flagrante por crime de receptação. “A história é sempre a mesma. As pessoas falam: ‘Comprei esse carro em dinheiro, numa feira, o antigo proprietário não atende mais o telefone’. Eles dizem que o proprietário sumiu antes de passar o carro para seu nome, mas ninguém procura a polícia para dizer que foi vítima de um golpe.”

O delegado afirma que os carros roubados no DF são geralmente vendidos na região, no Entorno ou em estados do Norte e do Nordeste, onde há menos fiscalização.

Líderes
Motos no estacionamento da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, em Brasília.  (Foto: Mariana Zoccoli/ G1)Motos no estacionamento da DRFV, em Brasília
(Foto: Mariana Zoccoli/ G1)
As regiões administrativas que tradicionalmente lideram o ranking de crimes ligados a veículos no DF são Plano Piloto (145 furtos e 22 roubos), Taguatinga (97 furtos e 37 roubos), Ceilândia (92 furtos e 39 roubos) e Samambaia (45 furtos e 23 roubos).

Os números refletem características da urbanização e da estrutura viária desses lugares, segundo Martins. Brasília seria ideal para furtos por ter muitos prédios antigos sem estacionamento fechado, tanto em quadras residenciais, quanto em prédios públicos, como na Esplanada dos Ministérios.
“Pela quantidade de veículos, a cidade se torna um banquete a céu aberto”, diz o delegado. De acordo com o Detran, em fevereiro deste ano havia 1,25 milhão de veículos registrados no  Distrito Federal.

Os roubos seguiriam outra lógica. Enquanto no Plano Piloto, a fuga é dificultada pelo trânsito fechado e lotado, nas regiões administrativas há muitas saídas para outras cidades. Outras regiões violentas do DF que costumam ter altos índices de homicídios e assaltos apresentam índice quase zero de roubos e furtos de veículos. As regiões da Estrutural e do Itapoã tiveram um roubo e um furto cada em junho. O Varjão teve um furto e nenhum roubo no mesmo período. “Essas [regiões] são fornecedoras de 'mão de obra' e muitos bandidos não praticam crime em sua própria região”, afirma Martins.
Segundo o delegado, os carros mais procurados para roubo são os mais novos e potentes, para facilitar a fuga (veja tabela no início da reportagem). Os mais antigos são preferidos para furto, pela fragilidade do sistema de segurança.

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