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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Luziânia (GO) quer transformar Igreja do Rosário em Patrimônio Nacional

Obras de restauração duraram um ano e custaram quase R$ 1 milhão.
Prédio foi construído por escravos - e para eles - no século XVIII.

A Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Luziânia (GO), município a 188 quilômetros de Goiânia, poderá ser tombada como Patrimônio Nacional. O prédio foi restaurado e entregue à comunidade no domingo (25). A superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Goiás, Salma Saddi, comenta que o processo para o tombamento está em andamento e bem instruído. “Nós trouxemos um dos dirigentes do Iphan e ele acha que nós temos tudo para candidatar a cidade”, observa.
O compromisso de apoiar o município ao longo do process reforçado pelo governador Marconi Perillo, que participou da cerimônia de reabertura da igreja. “Luziânia poderá contar com total empenho do governo estadual”, enfatiza o governador. O reconhecimento da Igreja Nossa Senhora do Rosário como Patrimônio Nacional poderá ajudar o turismo na região, e principalmente, facilitar o acesso a recursos do Ministério da Cultura, para a manutenção do local.
Depois de um ano, as obras de restauração da Igreja do Rosário foram concluídas e o espaço foi entregue aos fiéis. Os técnicos procuraram restaurar as características originais da igreja, que foi construída por escravos - e para eles - no século XVIII. “Aquele povo, que não tinha muitas condições de fazer uma igreja dourada, luxuosa. E sim a igreja da fé”, explica o bispo diocesano de Luziânia dom Afonso Fiorezze. O custo da reforma foi superior a R$ 960 mil.
Missa
Antes da missa, uma procissão saiu da comunidade Mel de Deus, que serviu de abrigo para os frequentadores da igreja e para as imagens de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. A missa reuniu centenas de pessoas. Os fiéis estavam ansiosos para ver o resultado do trabalho de restauração. “Estou curiosa para ver como ficou. E também estou muito feliz com o término da restauração”, comenta a aposentada Maria Carneiro.
A expectativa também era grande para o ajudante de pedreiro Joselino Dutra, que trabalhou na obra. “Eu senti muito orgulho de ajudar na restauração, né? Trabalhava com aquela vontade de ver a Igreja do Rosário pronta”, afirma.
O altar foi uma parte que recebeu atenção especial. Agora os fiéis podem apreciar desenhos e cores, que por muito tempo ficaram escondidos. Nenhum detalhe foi esquecido: bancos, pisos, paredes que ficaram branquinhas. Antes de ser restaurada, a Igreja do Rosário apresentava problemas estruturais e infiltrações comprometiam a construção.

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