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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Número de homicídios aumenta 20% no Entorno de Brasília em 2011

Nem a chegada da Força Nacional conseguiu conter avanço da violência.
Secretário de Segurança pública diz que dados poderiam ser ainda piores.

Um balanço apresentado pelo gabinete de Segurança Pública do Entorno do Distrito Federal revela que o número de homicídios praticados na região aumentou em 20% nos oito primeiros meses do ano. De janeiro a agosto de 2010 foram registrados 89 assassinatos. Este número subiu para 107 no mesmo período deste ano. Março foi o mês com mais mortes (23).
Também foi observado crescimento de 26% das ocorrências mais graves, como homicídio, tentativa de homicídio, roubo e latrocínio. As ocorrências de roubos e assaltos passaram de 433 para 715.
Nem mesmo a chegada da Força Nacional de Segurança em maio de 2011 para atuar em cinco municípios da região (Águas Lindas, Luziânia, Cidade Ocidental, Valparaíso e Novo Gama) conseguiu conter o avanço da violência.
Nas cidades de Luziânia, Novo Gama e Valparaíso foram registrados 10 homicídios a mais que em 2010. Em Águas Lindas a situação não se alterou, com 27 assassinatos em cada ano. Apenas na Cidade Ocidental houve queda de dois homicídios em relação ao ano passado.
O roubo a casas, comércios e pessoas nas cidades protegidas pela Força Nacional cresceu em 230 em relação a 2010. Luziânia se destacou com 131 roubos e 24 tentativas de homicídios a mais que as demais cidades da região.
De acordo com o secretário de Segurança Pública de Goiás, João Furtado, sem a participação da Força esses números seriam piores. “Nós não esperávamos uma redução significativa. O que não esperávamos era um incremento tão forte de violência”, admite Furtado.
João Furtado comenta que a região do Entorno não precisa apenas de repressão policial, mas de investimentos e transformação. “Não tenha dúvida de que há a necessidade de aumentar a força ostensiva e de investigação que se tem ali. Por outro lado, não se transforma num estalar de dedos a realidade de uma região acumulada em décadas”, pontua o secretário.
“A Força Nacional é mais uma ferramenta que nós temos no Entorno. Ela não é a única e nem é exclusiva, e nem é determinante. É um auxílio que o governo federal nos dá. O que vai transformar aquela região é a união de forças entre União Federal, Distrito Federal e Goiás", conclui.
 

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