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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Princípio de rebelião no Caje deixa quatro agentes feridos

Quatro agentes penitenciários do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) ficaram feridos após uma tentativa de fuga em massa, promovida por cerca de 40 internos do Módulo I, logo após o horário de visitas deste domingo (11). Os internos utilizaram armas artesanais para render os agentes no momento de retorno à cela. A rebelião foi controlada, sem fugas, em poucos minutos.

Segundo o delegado-chefe da Delegacia da Criança e o Adolescente (DCA) Nivaldo Oliveira da Silva, a rebelião teria iniciado poucos minutos após as 11 horas da manhã, horário que termina o período de visitas. Os agentes suspeitam que os familiares sabiam da rebelião, uma vez que mães que normalmente tentam estender a visita até 11h15 já teriam se ausentado muito antes da visita terminar.

Os três agentes que acompanhavam a saída dos visitantes também estranharam quando os internos, em vez de estarem em um canto agachados como acontecia todos os domingos, caminhavam na direção deles. Desconfiados, eles pediram reforço imediato e se refugiaram em outro ponto. Porém, um dos agentes não conseguiu ser rápido o bastante e foi rendido pelos internos, sofrendo diversas pauladas na cabeça além de perfurações no pescoço e nas costas, só sendo resgatado depois que o reforço chegou para conter a rebelião. “Tudo aconteceu de forma muito rápida. Foi questão de um minuto e meio, a ação precisa ser rápida”, detalha o delegado.  As técnicas de imobilização foram necessárias visto que os internos se recusam a obedecer aos comandos.

Os quatro agentes feridos e os jovens prestaram depoimento na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Segundo o delegado, os jovens podem responder por crime infracional assemelhado ao homicídio tentado com pena até três anos.

Manifestação

Para o presidente do Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural do GDF (Sindsasc-GDF) Cássio Moura, a grande questão é a superlotação das instituições. Os servidores deverão se reunir nos próximos dias para discutir a reivindicação de condições mínimas de segurança para os profissionais lotados no Caje até o esvaziamento da unidade. O presidente do sindicato garante que a paralisação dos profissionais pode acontecer caso não seja sinalizado que as demandas poderão ser implementadas.


Fonte:clicabrasilia.com.br

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