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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Força Nacional completa seis meses no Entorno do Distrito Federal

Expectativa da Polícia Militar e do MJ é que permanência seja prolongada.

Maioria dos crimes aumentou na área que recebe reforço de segurança.

 A Força Nacional de Segurança completa seis meses de atuação no Entorno do Distrito Federal nesta terça-feira (1), prazo em que deveria encerrar os trabalhos na região. Desde 18 de abril, cinco cidades goianas recebem efetivo extra de agentes de segurança e de defesa civil: Águas Lindas de Goiás, Valparaíso, Luziânia, Novo Gama e Cidade Ocidental.Os cinco município são considerados os mais violentos do Entorno.
De acordo com o tenente-coronel da Polícia Militar de Goiás Wellington Reis, a permanência do reforço deve ser renovada. “Certamente, o contrato será renovado. No dia 4, encerraremos uma nova turma [de efetivo]”, disse. A assessoria do Ministério da Justiça confirmou que o prazo regular de permanência da Força Nacional se encerra nesta terça-feira (1) e informa que a expectativa é receber um pedido de renovação.
Até esta segunda-feira (31), porém, o serviço de protocolo do Ministério da Justiça não havia registrado nenhum pedido de renovação. Essa requisição só pode ser realizada pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás, que foi o Estado que solicitou a presença da Força Nacional na região.
A decisão pela atuação da Força Nacional nos cinco municípios mais violentos do Entorno pode ser alterada diante do cenário verificado. "Se o Estado diagnosticar migração do crime entre cidades do Entorno, a estratégia vai mudar", garante a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki.
Números
Apesar da presença da Força Nacional no Entorno desde abril, a maioria dos crimes aumentou em relação ao ano passado. Em 2010, de janeiro a setembro, o número de homicídios foi de 393, em 2011, nos sete primeiros meses do ano, foram registados 483 assassinatos. As tentativas de homicídio no mesmo período passaram de 411 a 525.
Nas ocorrências de estupro, foram registrados dez casos a mais. Nos crimes de roubo e latrocínio, houve uma pequena redução nos números. Já, roubo ao comércio e furto a residências se tornaram bem mais freqüentes (veja tabela ao lado).
Com 115 homicídios registrados entre janeiro e setembro deste ano, Luziânia foi a campeã nesse tipo de crime. Foi na cidade também que mais houve roubos a comércios: 130 ocorrências, o que representa 20% do total de casos do Entorno do DF.
O professor Eber Nunes dá aulas em Luziânia e conta que já viu dois alunos serem mortos no mesmo dia. “Um deles foi degolado e a outra foi estuprada. A gente se emociona. Ter um aluno, encontrar com ele todos os dia na sala de aula e, no outro dia, a gente sabe o que aconteceu com ele. É complicado.”
  fonte: g1df

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