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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Funcionários do IML de Luziânia (GO) aderem à greve da Polícia Civil

Mais de 10 mil inquéritos estão em aberto, em três semanas de paralisação.

Categoria reivindica aumento salarial e melhores condições de trabalho.

Funcionários da Polícia Técnico-Científica de Luziânia (GO) aderiram na segunda-feira (7) à greve dos policiais civis, iniciada há três semanas. O Instituto Médico Legal (IML) foi fechado por 24 horas, dentro do que o comando de greve chama de “paralisação concentrada”. A greve tem prejudicado as investigações dos crimes na região.
A estimativa é de que haja mais de 10 mil inquéritos em aberto. A tendência é de que esse número fique cada vez maior. No último final de semana, pelo menos cinco pessoas foram assassinadas, em quatro municípios do Entorno do Distrito Federal. Essas ocorrências terão as investigações adiadas, enquanto durar a greve.
Na última segunda-feira (7), no IML foram feitas apenas a remoção de corpos. Quatro cadáveres que estavam no instituto não foram liberados. A expectativa é de que esses corpos sejam liberados nesta terça-feira (8). O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Luziânia também foi fechado. A população teve de se dirigir à Central de Flagrantes de Valparaíso.
A informação é de que nesta terça-feira (8) essas unidades estejam reabertas com, no máximo 30%, do efetivo.
Reivindicações
A categoria reivindica melhores condições de trabalho, aumento do efetivo e, principalmente, aumento da gratificação salarial, por trabalharem no Entorno de Brasília, de R$ 256 para R$ 800.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol), Silveira Alves, “o governo inicialmente concordou com o aumento da gratificação para R$ 800, mas até agora não cumpriu”.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública, em relação ao pedido dos grevistas sobre aumento do efetivo, foi informado que o concurso público será realizado somente em 2012. Já em relação ao reajuste da gratificação, o aumento será feito, parcialmente, mas não no valor que foi pedido, em prazo ainda não estipulado. A secretaria informou ainda que já foi solicitado o corte do ponto dos policiais civis que realizam a greve. Aqueles que estão em estágio probatório, de acordo com a secretaria, vão sofrer ainda punição administrativa, que poderá resultar até em exoneração.
Atividades
Por enquanto, não há previsão de quando os policiais irão suspender a paralisação. De acordo com o site do Sindicato dos Policiais Civis, a categoria está planejando atividades para toda esta semana.
Na próxima quinta-feira (10), eles pretendem fazer uma mobilização nas cadeias públicas de Luziânia, Valparaíso de Goiás, Novo Gama, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Formosa e Planaltina de Goiás. Nesta data, os presídios ficarão fechados e não haverá banho de sol e nem visitas. A ação contará com o apoio dos funcionários da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agsep). Na sexta-feira (11), eles farão uma manifestação durante a inauguração do Vapt Vupt de Luziânia.
fonte:g1go

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