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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Protesto termina com dois detidos e 26 ônibus depredados na BR-070

Pedido por mais segurança na rodovia deu início à manifestação.
Polícia usou balas de borracha para conter protesto próximo ao DF.

A Polícia Militar de Goiás calcula que 26 ônibus foram depredados no protesto realizado na manhã desta terça-feira (13), na BR-070, via que liga Brasília à cidade de Águas Lindas (GO). Desse total, dois veículos foram totalmente queimados e outros dois, parcialmente. Vinte dos ônibus destruídos, incluindo os incendiados, pertenciam à empresa Santo Antônio. Os outros seis veículos eram da Taguatur.
Embora a informação inicial da Polícia Rodoviária Federal tenha sido de que o protesto era contra as condições do transporte público da região, o coronel José Luiz Biano afirmou que os manifestantes pediam mais segurança na BR-070.
"Ontem [segunda-feira,12] uma pessoa morreu atropelada na rodovia. Houve quem se juntasse depois para reclamar de outras coisas, mas, inicialmente, o protesto na rodovia era pela instalação de redutores de velocidade, instalação de posto da Polícia Rodoviária Federal, e mais agilidade no recolhimento de corpos de acidentes ocorridos lá", afirmou.
Manifestantes protestam contra as condições do transporte público da região, diz PM. (Foto: Júnior Reis/TV Globo)Um dos ônibus queimados por manifestantes na BR-070, nesta terça-feira (13). No total, informa PM, 26 veículos foram depredados (Foto: Júnior Reis/TV Globo)
O protesto começou às 5h20 desta terça-feira (13), afirma o coronel, a cerca de um quilômetro do Distrito Federal, e bloqueou todas as pistas da BR-070. O trânsito foi liberado por volta das 8h45.
“Os policiais usaram bala de borracha para conter os manifestantes e tiros foram disparados nos pneus dos ônibus que estavam sendo arrastados pelas pessoas que protestavam”, indica o coronel. Duas pessoas foram detidas e levadas para o Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciops), diz o coronel.

O prefeito de Águas Lindas, Geraldo Messias (PP), afirmou ao G1 nesta terça-feira que ia se juntar as manifestantes. “Estava indo para Goiânia e voltei por causa do protesto. Estou indo gritar também. Quem tem poder de negociação ali é o governo federal, o Dnit”, falou Messias.
Ele disse que, no início deste mês, houve uma reunião entre o Ministério da Integração e os governos de Goiás e do DF. “Avisei que era um barril de pólvora, pedi para termos um tratamento diferenciado, de região metropolitana, mas eles disseram que não era possível”, contou.
Segundo o prefeito, na  mesma reunião, as autoridades afirmaram que o PAC do Entorno, previsto para enviar recursos para a região em julho de 2012, conforme informou Messias, irá melhorar principalmente a infraestrutura e a segurança das cidades que circundam o Distrito Federal.
‘Céu e inferno’
O prefeito Geraldo Messias acredita que a diferença de realidade entre o Distrito Federal e o Entorno é a grande causadora da revolta da população.
“A população que mora no Entorno passa a semana inteira trabalhando no Distrito Federal, vendo uma realidade de conforto, mas chega em casa à noite ou no fim de semana e encontra um bolsão de miséria, um lugar sem asfalto, saúde ou educação. É desproporcional. A pessoa está no céu, passa uma ponte, e cai no inferno.”
O preço das passagens de ônibus foi citado pelo prefeito como mais um problema. “Precisamos de transporte intermunicipal e não interestadual. Pagamos R$ 4,50 para andar 50 quilômetros, enquanto no DF paga-se R$ 3 para andar até 80 quilômetros”, calcula.
fonte: G1DF

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