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sábado, 21 de janeiro de 2012

Cabeleireiro vira profissão reconhecida por lei


A presidente Dilma Roussef sancionou, na última quinta-feira, a Lei nº 12.592, que regulamenta a profissão de cabeleireiro, barbeiros, esteticistas, manicures, pedicures, depiladores e maquiadores. No Distrito Federal, a nova norma beneficia 15 mil pessoas que exercem essas atividades. “Agora, teremos mais segurança e respeito”, comentou a maquiadora e designer de sobrancelhas Rose Paz, que há 23 anos presta esses serviços. Entre as muitas clientes, nas últimas eleições presidenciais, ela atendeu a então candidata petista passou pelas mãos de Rose. “Não vai demorar muito para as pessoas pesquisarem o registro de esteticista tanto quanto o de um engenheiro”, acrescentou.

Em Brasília, os salões empregam 15 mil profissionais. Entretanto, muitos estabelecimentos são abertos sem que donos e funcionários tenham qualificação. Segundo a presidente do Sindicato dos Salões de Barbeiro, Profissionais Autônomos na Área de Beleza e Institutos de Beleza do DF (Sincaab-DF), Elaine Furtado, pelo menos metade das pessoas que atuam na área não se profissionalizaram. “A partir de agora, depende de nós criar conselhos, como os de medicina, para normatizar a profissão.” Para ela, a lei é vaga, porém permite a discussão em torno dos critérios de formação a serem adotados, o que não é apenas uma questão legal. O sindicato tem recebido um número crescente de denúncias de clientes insatisfeitos com o serviço contratado. Alguns casos chegam à Justiça.

O funcionário mais antigo da Barbearia do Senado, Antônio Omar da Cunha, 70 anos, defende a lei desde a década de 1970. “Em 1994, o Congresso aprovou um projeto, mas o presidente Itamar Franco vetou. Eu ameacei cortar o topete”, lembra. Ele próprio aprendeu a profissão em Ituiutaba (MG), aos 13 anos, e hoje atende senadores, embaixadores outras autoridades, mas entende que a realidade é outra.

Ao mesmo tempo em que as exigências crescem, é difícil encontrar escolas. O Senac-DF é um dos poucos que oferecem cursos reconhecidos. “Temos cursos de 60 horas, como de aperfeiçoamento de corte e escova, a 400h, para cabeleireiro, sempre com mais de 100 matriculados”, afirma a gerente do Núcleo de Formação Inicial e Continuada do Senac, Lindomar Aparecida Silva.

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