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terça-feira, 24 de abril de 2012

TRAGÉDIA NO PARANOá »Polícia indicia dono de clube por homicídio

Cinco meses depois de o assistente funerário Rafael Alves da Conceição, 19 anos, morrer afogado ao praticar stand up paddle (SUP) no Lago Paranoá, a Polícia Civil do DF indiciou por homicídio culposo (sem intenção de matar) o proprietário do Clube do Vento, James Hadde, 41 anos. Os investigadores da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) apontaram que o empresário não agiu conforme as regras técnicas da atividade aquática ao não oferecer equipamento de segurança necessário ao jovem, que não sabia nadar. O acidente ocorreu em novembro do ano passado. Além de não usar o colete salva-vidas, Rafael recebeu apenas cinco minutos de orientação para o esporte em que o praticante rema em pé sobre uma prancha. A aula foi dada por um adolescente de 15 anos. James responderá em liberdade e poderá pegar pena de um a três anos de reclusão, com um aumento de até um terço da punição por não seguir as normas mínimas de segurança. O acusado será interrogado até sexta-feira e, duas semanas depois, o inquérito será encaminhado à Justiça. Uma cópia da investigação dever ser enviada à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) em razão da idade do professor.

Na época em que foi ouvido na delegacia da Asa Sul, no ano passado, James contou que o jovem foi contratado como aprendiz e a escola teria oferecido o colete para os alunos, ao contrário do depoimento do amigo de Rafael, que o acompanhava. Ao Correio, o dono da escola, instalada no Clube Naval, no Setor de Clube Sul, afirmou que não sabia do inquérito e alegou inocência. “O meu empreendimento adotou todos os procedimentos corretos. Ele (Rafael) que se negou a colocar o colete”, defendeu-se.
Ao se inscreverem na aula e pagarem R$ 50 cada, os amigos assinaram um termo de responsabilidade, no qual concordavam que estariam com perfeita saúde e sabiam nadar. Para Espíndola, no entanto, o documento não exime o clube de ser o responsável pelos alunos. “Os dois assinaram no mesmo papel. Não deram o trabalho de fazer uma ficha para cada e, de acordo com o colega de Rafael, eles não chegaram a ler os termos antes de acertarem a aula”, explicou o delegado.
Rafael morreu em 12 de novembro do ano passado ao se desequilibrar da prancha e cair no lago. O corpo do jovem foi localizado no dia seguinte por militares da Companhia de Salvamento Aquático dos bombeiros,

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