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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Alto Paraíso registra movimento discreto de pessoas em busca de refúgio Enquanto a maioria dos moradores não acredita nas previsões apocalípticas, alguns têm certeza de que haverá um cataclismo

Os comerciantes estão reforçando os estoques de alimentos, velas e água para atender a demanda extra: negócio lucrativo para o turismo do município  (Edílson Rodrigues/CB/D.A Press)
Os comerciantes estão reforçando os estoques de alimentos, velas e água para atender a demanda extra: negócio lucrativo para o turismo do município

Alto Paraíso (GO) — A cidade, a 260 quilômetros de Brasília, amanheceu pacata. Alheios às profecias sobre explosões e inundações que culminariam na destruição da Terra, os comerciantes abriram as portas para mais um dia normal de trabalho e os moradores saíram às ruas para as atividades rotineiras. Um dia antes de o mundo acabar, como levam a crer algumas previsões, o movimento na cidade goiana distante 230km de Brasília estava tranquilo. Mas, apesar da calmaria, há quem já tenha se preparado para o pior. Hoje, a prefeitura espera aumento no número de turistas.

Pelo misticismo e por reunir condições geográficas favoráveis — como estar mais a de mil metros acima do nível do mar —, a cidade foi apontada como um dos poucos refúgios no mundo quando o planeta for extinto. A administração da cidade chegou a estimar que número de visitantes poderia variar de 10 mil a 20 mil. Para tanto, a prefeitura elaborou um plano de ação emergencial e reforçou os serviços de segurança e de saúde do vilarejo, além de garantir abastecimento extra de alimentos e de combustível.

Se o número de turistas recém-chegados foi tímido diante da estimativa inicial, a cidade, porém, abriga gente de outros estados e até de outros países que aguarda por essa data há muito tempo. É o caso do médico Augusto Vinhólis, 65 anos. Ele se mudou para Alto Paraíso há 31 anos por conta da profecia. Há 28, comprou um terreno em São Jorge, vila vizinha, onde elaborou um plano para sobreviver ao cataclismo, que, acredita, terá início hoje. “Inicialmente, faria uma vila de casas, todas ligadas a um túnel que levaria ao bunker. Mas não deu certo, então fiz essa de superadobe”, explica, em referência à técnica que usa sacos de propileno preenchidos com a terra para moldar o formato das paredes.
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