javascript:; Especialista em literatura apocalíptica diz que período acaba, não o mundo ‘A única mudança que temos é de uma data’, afirma professor da UnB. Mulher que interpreta sinais em borra de café diz ver ‘energias positivas’. ~ INGÁ ONLINE

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Especialista em literatura apocalíptica diz que período acaba, não o mundo ‘A única mudança que temos é de uma data’, afirma professor da UnB. Mulher que interpreta sinais em borra de café diz ver ‘energias positivas’.


Pedra com calendário maia é exposta em Tabasco, no México, em 2011 (Foto: René Alberto López/AFP Photo)Pedra com calendário maia exposta no México, em
2011 (Foto: René Alberto López/AFP Photo)
O professor do departamento de História da Universidade de Brasília (UnB) Vicente Dobroruka, especialista em literatura apocalíptica da Antiguidade, diz que o mundo não vai acabar nesta quinta-feira (21) – pelo menos não por influência da suposta profecia maia sobre o fim dos tempos.
Dobroruka diz que o principal registro documental da cultura maia, o manuscrito “Popol Vuhl”, não indica que o fim do mundo esteja próximo. Para ele, a civilização poderia entender a data apenas como a mudança de um período, como ocorreu entre os anos 1999 e 2000 no calendário gregoriano.
De acordo com o professor, o manuscrito, que pode ser traduzido como “livro do povo” ou “livro da comunidade”, considera a existência de vários mundos – a humanidade vive atualmente no quarto.
De acordo com o texto, o mundo atual iria durar 13 períodos, chamados “b’akt’uns”. Pela contagem dos dias no calendário gregoriano, o primeiro período teve início em 11 de agosto de 3114 a.C. e termina nesta sexta-feira (21). Mas o fim previsto é do período, não do mundo.
“Não há evidência de fim dos tempos, nem de mudança. A única mudança que temos é de uma data [..].Do ponto de vista dos maias, é uma mudança de ciclo, mas no calendário gregoriano, por exemplo, a entrada do ano 2000 marcou um novo ciclo, pois é um ano jubilar. E se paramos para pensar, o mundo mudou bem mais de 2000 para 2010 do que de 1980 para 1990”, afirmou o professor.
Segundo Dobroruka, outra evidência arqueológica faz referência a uma mudança de ciclo. Em uma peça encontrada no sítio arqueológico Tortuguero, no México, inscrições fazem relação do 13º b’akt’un com o deus B’olon-Yokte’ – ligado à guerra, ao conflito e ao submundo. É dessa peça que se originou a suposição de que o mundo acaba neste dia 21.
Outros vestígios da cultura maia, em monumentos da América Central, porém, indicam a existência de vida por muito mais anos, diz Brodoruka.
“Na Guatemala, há uma série de inscrições em escadaria maia que indicam acontecimentos até 21 de outubro de 4772.  Uma estudiosa maionista já encontrou uma sequência que fala em um universo no ano 2777 vezes 10 elevado à 28ª potência”, afirmou. “Não há nada que indique de modo conclusivo que o dia 21 de dezembro seja um período catastrófico”, disse.
A sérvia naturalizada brasileira Lidjia Milovic, que interpreta símbolos e analisa situações por meio da borra do café (Foto: Felipe Néri/G1)A sérvia naturalizada brasileira Lidjia Milovic, que interpreta símbolos e analisa situações por meio da borra do café (Foto: Felipe Néri/G1)
Borra de café
Para a sérvia nacionalizada brasileira Lidjia Milovic, que interpreta os símbolos da vida das pessoas e analisa situações por meio da energia emitida pela borra do café, o mundo também não vai acabar no próximo dia 21. “Eu plenamente acho que o mundo não acaba. Nada acaba, tudo se transforma. Não existe o fim”, afirmou.
“É muito óbvio [que o mundo não vai acabar]. Estou na beira do rio Buriti, em Buritinópolis, em Goiás. O céu está calmo e tranquilo. Vejo apenas uma outra ligação com outra energia, com o centro de universo: pai, mãe e criador do universo. Tem algo mudando, mas no sentido positivo. Não sou eu que estou fazendo isso profissionalmente, todo mundo está captando uma vibração mais positiva”, disse.
De acordo com ela, a humanidade passa por uma fase de grande transformação. “É uma transformação de muito mais luz, que nos ajuda a ver as coisas. É como se fosse o momento de acender as lâmpadas, e estamos percebendo mais coisas e sentido mais. Você age com mais consciência. Estão mudando os hábitos. A maioria das pessoas está mudando mesmo.”
G1-DF

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